11/03/09
Mais de oito mil professores e professoras da rede pública de ensino do Distrito Federal trocaram as salas de aula pelas ruas da cidade de Taguatinga-DF, na manhã de hoje (11). Mobilizados pelo Sinpro-DF, sindicato que representa a categoria, eles se uniram levando faixas, cartazes, camisetas e o grito de reivindicação pelo reajuste salarial de 19,98%.
Às 9h30, os professores se aglomeraram em frente ao Centro Administrativo do GDF (Buritinga), onde foram realizadas falações em defesa da categoria. Enquanto isso, a Comissão de Negociação do Sinpro-DF junto com os deputados que compõe a bancada do PT na Câmara Legislativa (Paulo Tadeu, Chico Leite, Cabo Patrício e Érica Kokay) protocolaram no Buritinga um documento que reforçava a reivindicação da categoria e sinalizava o início de um movimento grevista caso o governo não cumprisse o acordo estabelecido ainda em 2007.
Logo depois, os manifestantes seguiram em passeata até a praça do Bicalho, passando pela avenida comercial de Taguatinga Norte. Do alto do carro de som, se via uma multidão marchando, balançando os chapéus e dizendo em coro “professor na rua, Arruda é culpa é sua”. As janelas e portas das casas das redondezas também se abriram durante o ato que ganhou o apoio da sociedade.
“Esse foi um movimento vitorioso. O número de presentes neste ato demonstra a força, a capacidade de luta e a disposição de realmente ir atrás dos 19,98% de reajuste”, avaliou a presidente da CUT-DF e diretora do Sinpro-DF, Rejane Pitanga.
Solidariedade de classe
Diversos setores da população se juntaram à luta dos professores nesta quarta-feira. “Essa não é uma luta apenas daqueles que trabalham com os nossos filhos nas escolas. Essa é a luta do conjunto da sociedade para melhorar a situação salarial do professor, para ter um plano de carreira digno, mas também para melhorar a qualidade do ensino no nosso país”, contextualizou o presidente da CUT, Artur Henrique.
Participaram do ato o SAE-DF, Sindjus-DF, Sindicato dos Bancários de Brasília, Sindser, Sindicato dos Metroviários, SindSaúde, Sindágua, Sindicato dos Comerciários, Sindicato dos Jornalistas e Sindicato dos Rodoviários. Também marcaram presença o presidente do PT-DF, Chico Vigilante, e o deputado federal Geraldo Magela.
A luta
A garantia de que os reajustes das tabelas de vencimento seriam corrigidas em 2009 e 2010 com índices no mínimo iguais ao do Fundo Constitucional do DF foi um dos principais pontos de negociação entre o Sinpro-DF e o governo em 2007. A proposta foi aprovada pela Câmara Legislativa, sancionado pelo governo e virou o artigo 32 do plano de carreira da categoria.
Em 2009, a proposta orçamentária enviada pelo governo federal ao Congresso Nacional previu para o Fundo Constitucional do DF o montante de R$ 7.842.908.062, o que corresponde a um reajuste de 19,98% sobre o repasse do Fundo em 2008, que é de R$ 6.536.712.831.
Mesmo sendo lei, o governo vem se negando a conceder o reajuste para os professores do DF alegando baixo orçamento. Entretanto, de acordo com dados do próprio governo do Distrito Federal, atualmente, o GDF tem mais de R$ 1,6 bilhões aplicados no sistema financeiro. O levantamento ainda confirma que a arrecadação em janeiro deste ano, mesmo com os entraves da crise financeira mundial, foi melhor do que o de janeiro do ano passado. Além disso, o governo vai começar a arrecadar IPTU, IPVA e demais impostos a partir deste mês, o que significa um incremento ainda maior no orçamento.
“Como um governador não cumpre o acordo, não cumpre a lei? Se essa moda pega, daqui a pouco eu não preciso mais pagar a prestação da minha casa, a prestação das minhas compras, pois se nem o governo cumpre lei, por que nós, trabalhadores, temos que cumprir? Isso que está acontecendo no DF é um absurdo”, disse o presidente da CUT, Artur Henrique.
Agenda
Para garantir o reajuste salarial de 19,98%, os professores do DF programaram uma agenda de atividades. A próxima mobilização será realizada no dia 7 de abril, quando a categoria realizará assembléia com paralisação e indicativo de greve. O encontro será às 9h30, em frente ao Buritinga.
Às 9h30, os professores se aglomeraram em frente ao Centro Administrativo do GDF (Buritinga), onde foram realizadas falações em defesa da categoria. Enquanto isso, a Comissão de Negociação do Sinpro-DF junto com os deputados que compõe a bancada do PT na Câmara Legislativa (Paulo Tadeu, Chico Leite, Cabo Patrício e Érica Kokay) protocolaram no Buritinga um documento que reforçava a reivindicação da categoria e sinalizava o início de um movimento grevista caso o governo não cumprisse o acordo estabelecido ainda em 2007.
Logo depois, os manifestantes seguiram em passeata até a praça do Bicalho, passando pela avenida comercial de Taguatinga Norte. Do alto do carro de som, se via uma multidão marchando, balançando os chapéus e dizendo em coro “professor na rua, Arruda é culpa é sua”. As janelas e portas das casas das redondezas também se abriram durante o ato que ganhou o apoio da sociedade.
“Esse foi um movimento vitorioso. O número de presentes neste ato demonstra a força, a capacidade de luta e a disposição de realmente ir atrás dos 19,98% de reajuste”, avaliou a presidente da CUT-DF e diretora do Sinpro-DF, Rejane Pitanga.
Solidariedade de classe
Diversos setores da população se juntaram à luta dos professores nesta quarta-feira. “Essa não é uma luta apenas daqueles que trabalham com os nossos filhos nas escolas. Essa é a luta do conjunto da sociedade para melhorar a situação salarial do professor, para ter um plano de carreira digno, mas também para melhorar a qualidade do ensino no nosso país”, contextualizou o presidente da CUT, Artur Henrique.
Participaram do ato o SAE-DF, Sindjus-DF, Sindicato dos Bancários de Brasília, Sindser, Sindicato dos Metroviários, SindSaúde, Sindágua, Sindicato dos Comerciários, Sindicato dos Jornalistas e Sindicato dos Rodoviários. Também marcaram presença o presidente do PT-DF, Chico Vigilante, e o deputado federal Geraldo Magela.
A luta
A garantia de que os reajustes das tabelas de vencimento seriam corrigidas em 2009 e 2010 com índices no mínimo iguais ao do Fundo Constitucional do DF foi um dos principais pontos de negociação entre o Sinpro-DF e o governo em 2007. A proposta foi aprovada pela Câmara Legislativa, sancionado pelo governo e virou o artigo 32 do plano de carreira da categoria.
Em 2009, a proposta orçamentária enviada pelo governo federal ao Congresso Nacional previu para o Fundo Constitucional do DF o montante de R$ 7.842.908.062, o que corresponde a um reajuste de 19,98% sobre o repasse do Fundo em 2008, que é de R$ 6.536.712.831.
Mesmo sendo lei, o governo vem se negando a conceder o reajuste para os professores do DF alegando baixo orçamento. Entretanto, de acordo com dados do próprio governo do Distrito Federal, atualmente, o GDF tem mais de R$ 1,6 bilhões aplicados no sistema financeiro. O levantamento ainda confirma que a arrecadação em janeiro deste ano, mesmo com os entraves da crise financeira mundial, foi melhor do que o de janeiro do ano passado. Além disso, o governo vai começar a arrecadar IPTU, IPVA e demais impostos a partir deste mês, o que significa um incremento ainda maior no orçamento.
“Como um governador não cumpre o acordo, não cumpre a lei? Se essa moda pega, daqui a pouco eu não preciso mais pagar a prestação da minha casa, a prestação das minhas compras, pois se nem o governo cumpre lei, por que nós, trabalhadores, temos que cumprir? Isso que está acontecendo no DF é um absurdo”, disse o presidente da CUT, Artur Henrique.
Agenda
Para garantir o reajuste salarial de 19,98%, os professores do DF programaram uma agenda de atividades. A próxima mobilização será realizada no dia 7 de abril, quando a categoria realizará assembléia com paralisação e indicativo de greve. O encontro será às 9h30, em frente ao Buritinga.
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